frigideira.
e agora senhoras e senhores, mais um punhado de palavras não-polidas e muito menos medidas despejadas nesse espaço em branco que só me faz ficar mais irritada ainda porque não consigo organizar tudo que passa pela minha cabeça.
eu tenho a impressão que tem haver com uma série de coisas que eu tenho percebido há alguns meses. que eu sempre quis dar uma de ‘to nem aí’ (por favor, não lembre de musiquinha.) mas hoje, conversando, eu percebi que essa de tentar ignorar o fato de estar sozinha (odeio ODEIO essas duas palavras juntas. its so much drama!) é algo tão comum quanto se achar a pior pessoa do mundo.
seria bem mais fácil eu culpar todo o resto do mundo. as pessoas que não conseguem “me entender” (odeio essas também), as pessoas que são complicadas demais e blablabla. mas não dá mais. (pelo menos não hoje.) eu que sonho demais, que fico fantasiando histórias e coisa e tal (malditos filmes que me fazem achar que aquilo ali é possível.)
não sei, eu cheguei num ponto onde a vida de qualquer, QUALQUER pessoa é mais interssante que a minha, e que é claro que ele tenha alguém. chega a ser absurdo, eu vejo qualquer pessoa na rua, sei lá, atravessando a rua falando no celular, por exemplo. já imagino que ela tá falando com o namorado, e que eles fazem milhoes de coisas legalzinhas e ela é a pessoa mais feliz do mundo.
aí eu paro e penso: porra, se até ela, porque não eu? que que eu fiz? e em questão de cinco minutos (que é o tempo que a paranoia dura) eu repasso minha vida toda, e vejo o que eu fiz de errado.
aí eu começo a pensar no que eu queria, e vejo que na verdade eu queria aquela história ali, daquela outra pessoa.
na boa? não existe. tem amor de mãe, de amigo, de filho, de anima de estimação, de internet, de objeto, de tudo. meeeenos dealguempradaniela.
eu não consigo me ver com alguém sem pensar “ah, é mentira. ele ta comigo pra não ficar sozinho que nem eu. somos dois interesseiros e ninguém nunca vai falar isso.”
não consigo pensar na idéia de que alguém pode pensar em mim antes de dormir. ou quando acontece algo muito estranho ou engraçado, pensar automaticamente “cara, tenho que contar pra daniela” e ficar pensando em formas e formas de contar pra tornar mais legal, ou ouvir uma música e lembrar de algum momento, sei lá. tudo que eu fiz um dia achando que tava certo.
tá, pode parecer baixa auto-estima (dá pra entender né!) mas não é. eu só acho que não existe isso tudo.
é tudo criado por filmes e livros pra deixar a gente mal
(hoje é dia 20/10. vamos ver se ano que vem tudo muda)
e quem diabos falou que amor não é interesse?!
| Publicado 3 years ago